Controle de Processos

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico

Notícias

Newsletter

Cotação da Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . . .
Dow Jone ... % . . . . .
Espanha 0% . . . . .
NASDAQ 0,02% . . . . .

Previsão do tempo

Segunda-feira - Santos, SP

Máx
33ºC
Min
22ºC
Parcialmente Nublado

Terça-feira - Santos, SP

Máx
33ºC
Min
24ºC
Parcialmente Nublado

Segunda-feira - São Paulo,...

Máx
33ºC
Min
22ºC
Parcialmente Nublado

Terça-feira - São Paulo, ...

Máx
33ºC
Min
23ºC
Chuva

Segunda-feira - Florianópo...

Máx
32ºC
Min
23ºC
Parcialmente Nublado

Terça-feira - Florianópol...

Máx
33ºC
Min
24ºC
Parcialmente Nublado

Segunda-feira - Curitiba, P...

Máx
32ºC
Min
20ºC
Chuva

Terça-feira - Curitiba, PR

Máx
32ºC
Min
22ºC
Chuva

Segunda-feira - Cuiabá, MT

Máx
34ºC
Min
25ºC
Chuva

Terça-feira - Cuiabá, MT

Máx
33ºC
Min
25ºC
Parcialmente Nublado

Segunda-feira - Belo Horizo...

Máx
27ºC
Min
21ºC
Chuva

Terça-feira - Belo Horizon...

Máx
30ºC
Min
20ºC
Chuva

Segunda-feira - Sete Lagoas...

Máx
27ºC
Min
21ºC
Chuva

Terça-feira - Sete Lagoas,...

Máx
30ºC
Min
20ºC
Parcialmente Nublado

Segunda-feira - Campo Grand...

Máx
30ºC
Min
23ºC
Chuva

Terça-feira - Campo Grande...

Máx
31ºC
Min
22ºC
Parcialmente Nublado

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,85 4,85
EURO 5,32 5,32
LIBRA ES ... 6,19 6,20
IENE 0,03 0,03
PESO (ARG) 0,01 0,01

Webmail

Clique no botão abaixo para ser direcionado para nosso ambiente de webmail.

Estratégia para evitar novas violências contra a mulher cresce e já reúne 704 grupos no país

Os grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica e familiar contra as mulheres deixaram de ser experiências pontuais para se consolidarem como uma das principais estratégias de responsabilização e prevenção da reincidência no país. Mapeamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que o Brasil conta com 704 iniciativas em funcionamento, distribuídas por todas as regiões.   O número representa um crescimento de 41,4% em relação a 2023, quando havia 498 grupos, e mais que dobrou desde 2020, quando foram identificadas 312 iniciativas. Criados no contexto da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006), esses grupos vão além da resposta penal, partindo de um princípio importante: a violência é aprendida socialmente, muitas vezes associada a modelos de masculinidade que naturalizam o controle, a agressividade e a desigualdade de gênero. E, justamente por ser aprendida, pode ser transformada. A proposta busca reduzir a reincidência e ampliar a proteção das mulheres.  Os dados estão na primeira edição do Mapeamento Nacional dos Grupos Reflexivos e Responsabilizantes para Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres (GRH) coordenada diretamente pelo CNJ. O objetivo foi oferecer um retrato mais detalhado do funcionamento dessas iniciativas e subsidiar a formulação de políticas públicas.  A pulgação das informações quantitativas representa a primeira etapa do mapeamento. O trabalho terá continuidade com uma análise qualitativa das respostas coletadas, destinada a aprofundar o conhecimento sobre as características e o funcionamento dos grupos reflexivos e responsabilizantes no país. A conclusão dessa etapa está prevista para novembro.  Resultados  A pesquisa revelou que, na maior parte dos casos, os participantes chegam aos grupos por determinação judicial, estando em cumprimento de medida protetiva de urgência (MPU). De acordo com o levantamento, 598 grupos (85%) informaram receber participantes que cumprem MPUs. Também são frequentes os encaminhamentos decorrentes do cumprimento de pena (39%) e de medidas cautelares ou condições para suspensão da pena (20%). Apenas 7,5% dos grupos registraram participação voluntária, sem determinação da Justiça.  O estudo estima que mais de 334 mil homens já tenham participado desses grupos no país desde os primeiros registros. Na vida de Gleyson Líbano, participante de um grupo reflexivo de Blumenau (SC), a experiência de participar da iniciativa resultou em uma grande e benéfica transformação. Encaminhado ao programa após responder a um processo por violência doméstica, ele conta ter chegado sentindo-se injustiçado. Ao longo dos encontros, porém, passou a compreender que não apenas havia praticado violência psicológica e moral com sua ex-companheira, mãe de seu filho, como percebeu que o jeito que lidava com vários assuntos fazia parte de uma construção social que também atinge os próprios homens.  Atualmente, ele é voluntário de um grupo que busca provocar reflexão sobre comportamentos violentos e questionar padrões de masculinidade associados ao controle, dominação e uso da violência para resolver conflitos. Segundo ele, as discussões sobre masculinidades mostraram como muitos homens aprendem desde cedo a reprimir emoções, enxergar o diálogo como sinal de fraqueza e a responder aos conflitos com agressividade. “Foi um processo duro. No início, me sentia revoltado, mas ao longo dos dias consegui rever meus comportamentos e entendi a importância de romper esse ciclo de reprodução de violência, marcado pela dificuldade em aceitar que uma mulher ou que uma outra pessoa me vença. Hoje, sou muito grato a todos por essa experiência”, afirmou o comerciante, que acredita que os grupos deveriam ser indicados a todos os homens. “Não tenho a menor dúvida de que a violência contra as mulheres, assim como a violência contra homens também, cairia expressivamente”, avalia.    Segundo o levantamento, entre os conteúdos trabalhados nos grupos estão: a Lei Maria da Penha, presente em 95% das iniciativas; as diferentes formas de violência (91,6%); tipos de masculinidade (86,6%), relações de gênero (86%) e relações afetivas e familiares (85%).    Confira os dados completo da pesquisa aqui.    Articulação em rede  O Poder Judiciário é o principal articulador dessa política, coordenando diretamente 341 grupos (48,4%) e participando de 538 iniciativas (76,4%). Na sequência, destacam-se os Conselhos da Comunidades, com 110 iniciativas, o Poder Executivo Municipal, com 97, os Centros de Referência Especializados de Assistência Social, com 89, o Ministério Público, com 84 e instituições de ensino superior, com 47 grupos. O envolvimento de todos esses atores evidencia que a política se sustenta, em grande medida, na articulação entre o sistema de justiça e a rede socioassistencial dos municípios.  Regionalmente, o Sul concentra o maior número de iniciativas, com 280 grupos, quase 40% do total nacional. O Paraná lidera o ranking entre os estados, com 145 grupos, respondendo sozinho por um em cada cinco projetos identificados no país. O Sudeste apresentou a maior expansão desde 2020, impulsionado, principalmente, por São Paulo, que passou de 28 para 75 grupos, Minas Gerais, de 35 para 56, e Espírito Santo, de 11 para 23.  O Nordeste retomou o ritmo de expansão e alcançou 91 iniciativas, enquanto o Norte incorporou 17 novos grupos no período. O Centro-Oeste permaneceu praticamente estável, e o Distrito Federal registrou redução de 22 para sete iniciativas, dado que o relatório recomenda verificar junto ao ponto focal local.  A edição de 2026 também ampliou o escopo da pesquisa ao incluir informações sobre triagem, acolhimento, controle de frequência, comunicação com o Judiciário, tempo de espera para ingresso, monitoramento após a conclusão dos grupos e existência de normativas estaduais.    Construção  Realizada pelo Grupo de Trabalho instituído pela Portaria Presidência CNJ n. 465/2025, o levantamento foi realizado entre março e abril deste ano e identificou grupos e iniciativas presentes em todos os estados e no Distrito Federal.  A pesquisa contou com o apoio do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro (Cocevid) e das Coordenadorias da Mulher dos tribunais estaduais. Para garantir a abrangência nacional e a padronização das informações, foram designados pontos focais em cada unidade da Federação, que receberam formação específica antes do início da coleta dos dados. Esse trabalho permitiu consolidar informações sobre as 704 iniciativas, oferecendo um panorama atualizado da presença dos grupos reflexivos e responsabilizantes em todo o país.  Texto: Regina Bandeira Edição: Waleiska Fernandes Agência CNJ de Notícias    Leia também: Entenda como funcionam os grupos reflexivos  CNJ prepara resolução e manual para ampliar grupos reflexivos de autores de violência doméstica     Número de visualizações: 46
03/09/2026 (00:00)
Visitas no site:  18008338
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.